Descrevo aqui as coisas simples da vida, combinando meio ambiente, fonte de inspiração, à poesia. Ao revés da aura que ronda o espírito da vida, espreitando destruição, busco demonstrar, através das palavras que a poesia e o belo não morreram. Revivem em sua chama infinita, sob a benção do Grande Arquiteto do Universo. Somente o amor entre os seres, traduzido em versos de cristalinos matizes, move o mundo. Preservai o que é belo.
Seguidores
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Tristeza IV
Caixa-postal
Hálito de mar, olor de rosas
Hoje acordastes tão triste, meu amor!
Caixa-postal
Lembranças se esfacelando na ponta de teus seios
Luzes diáfanas, uma grega sem ilha
Dragões cegos
Caixa-postal
Pedra, vidro quebrado, paralelepípedos que há muito não pisas
Uma jóia ver você viajando com outros
No canto da areia observo todo o oceano
O paredão rochoso
Caixa-postal
Deixas me mais velho, apenas me deixas tanto
Toda vez me deixa
Eu com meus olhinhos de fogo, de água, observo
O amor impossível
Escorre
Por entre os dedos, no teclado, ouvido
Caixa-postal
Como será o futuro agora?
Se já não me cantas com tua voz doce todas as manhãs
Como será o futuro?
Sei o quanto Cristo é bom, quanto a vida dá voltas, sei o quão distante estás
Teu rosto amassado marejado de amor
Desperta
Caixa-postal
Alternativa, pele trincada de vultuosas ferroadas de abelhas
Saciadas do mel de teu sangue
Candeia, eucalipto, boca cerrada
Estou tão mal, amor!
Sem saúde, esperança, em um leito de morte que o futuro não me retirará
Os lençóis brancos, as enfermeiras com seus decotes, tosse
Ninguém me visita, sequer um padre para dar a última-unção
Relembro a escola, meus queridos amigos
A natureza mais linda por qual caminhei
Teu hálito de mar
Caixa-postal.
Hálito de mar, olor de rosas
Hoje acordastes tão triste, meu amor!
Caixa-postal
Lembranças se esfacelando na ponta de teus seios
Luzes diáfanas, uma grega sem ilha
Dragões cegos
Caixa-postal
Pedra, vidro quebrado, paralelepípedos que há muito não pisas
Uma jóia ver você viajando com outros
No canto da areia observo todo o oceano
O paredão rochoso
Caixa-postal
Deixas me mais velho, apenas me deixas tanto
Toda vez me deixa
Eu com meus olhinhos de fogo, de água, observo
O amor impossível
Escorre
Por entre os dedos, no teclado, ouvido
Caixa-postal
Como será o futuro agora?
Se já não me cantas com tua voz doce todas as manhãs
Como será o futuro?
Sei o quanto Cristo é bom, quanto a vida dá voltas, sei o quão distante estás
Teu rosto amassado marejado de amor
Desperta
Caixa-postal
Alternativa, pele trincada de vultuosas ferroadas de abelhas
Saciadas do mel de teu sangue
Candeia, eucalipto, boca cerrada
Estou tão mal, amor!
Sem saúde, esperança, em um leito de morte que o futuro não me retirará
Os lençóis brancos, as enfermeiras com seus decotes, tosse
Ninguém me visita, sequer um padre para dar a última-unção
Relembro a escola, meus queridos amigos
A natureza mais linda por qual caminhei
Teu hálito de mar
Caixa-postal.
Tristeza III (21 de Abril)
Não aceitas mais o cavalheirismo
Vives isolada, triste, sem forças
Horóscopos não lês
Lágrimas que escorrem em uma Itália agrícola e selvagem
Tua face, meu coração
Os raios de sol já não mais refletem teus cabelos de fogo
E teus olhos sem brilho e atitude morrem em minha alma
Branca como o vestido de cambraia que nunca usastes
Falta a respiração
A respiração falta
Buscas os índios xamãnicos de peles vermelhas, mas eles não te curam
Um poço transparente, página virada
Livro aberto
Praia sem sol
Areia negra
Inconsolável
Ausência total de alegria
Chuva
Ausência de montanha
Amor
Que cantas em verso, chama
Emergência
Natureza morta, retorno
Sentar ao teu lado e sentir a fragância calma que exalas pacífica o espírito
Caso contigo, da tua presença desejo sempre e mais que sempre
Branco
A saudade que outrora sentia hoje é leve
Sequiosa por notícias que não sei como ter
Um coelho
Meus dentes brancos de cálcio, tua pele alva
Lábios rubros, rabiosos, boca seca
Cachos de caramelo em mãos de unhas negras, febre
Para fazer o bem precisas degradar, ter a alma ríspida?
Nada doas, se apegas a velharias que não te trazem o novo
Colocas dez Reais no tanque de combustível para chegar
Chegas
Distante de casa
Teus dias são sem viagens, o olho-de-boi esquecido em um canto da mesa
Nunca teves um porta-retrato
Uma caixinha para guardar preciosidades
Não cultivastes hortas, apesar de todos os dias plantar duas árvores
Relembras 1792, mas as letras douradas que refletem a meia-luz são 1822
O Paraíso permanece lá, somente você sabe
Com um poema agrado duas, três
Mas eu não me agrado, agradeço a noite, escrevo na tentativa de extirpar
Com o coração arregaçado não extirpo nada, tudo o que vivemos juntos e distantes outra vez é fogo
Paisagem ausente
Natureza morta pregada na parede de tua sala
Aviso
Reitero um sol que não compreendes
Rezo
Por Tiradentes.
Vives isolada, triste, sem forças
Horóscopos não lês
Lágrimas que escorrem em uma Itália agrícola e selvagem
Tua face, meu coração
Os raios de sol já não mais refletem teus cabelos de fogo
E teus olhos sem brilho e atitude morrem em minha alma
Branca como o vestido de cambraia que nunca usastes
Falta a respiração
A respiração falta
Buscas os índios xamãnicos de peles vermelhas, mas eles não te curam
Um poço transparente, página virada
Livro aberto
Praia sem sol
Areia negra
Inconsolável
Ausência total de alegria
Chuva
Ausência de montanha
Amor
Que cantas em verso, chama
Emergência
Natureza morta, retorno
Sentar ao teu lado e sentir a fragância calma que exalas pacífica o espírito
Caso contigo, da tua presença desejo sempre e mais que sempre
Branco
A saudade que outrora sentia hoje é leve
Sequiosa por notícias que não sei como ter
Um coelho
Meus dentes brancos de cálcio, tua pele alva
Lábios rubros, rabiosos, boca seca
Cachos de caramelo em mãos de unhas negras, febre
Para fazer o bem precisas degradar, ter a alma ríspida?
Nada doas, se apegas a velharias que não te trazem o novo
Colocas dez Reais no tanque de combustível para chegar
Chegas
Distante de casa
Teus dias são sem viagens, o olho-de-boi esquecido em um canto da mesa
Nunca teves um porta-retrato
Uma caixinha para guardar preciosidades
Não cultivastes hortas, apesar de todos os dias plantar duas árvores
Relembras 1792, mas as letras douradas que refletem a meia-luz são 1822
O Paraíso permanece lá, somente você sabe
Com um poema agrado duas, três
Mas eu não me agrado, agradeço a noite, escrevo na tentativa de extirpar
Com o coração arregaçado não extirpo nada, tudo o que vivemos juntos e distantes outra vez é fogo
Paisagem ausente
Natureza morta pregada na parede de tua sala
Aviso
Reitero um sol que não compreendes
Rezo
Por Tiradentes.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Solidão
Sigo invariavelmente só a minha jornada
Tento recompor a tela etérica e até mesmo a tela búdica
Fortalecendo o perispírito dos anos de coração estilhaçado
Tomo banho na cachoeira, no mar
Intento comprar uma muda de arruda
Cabeça-de-negro
Trocar o carvão ativado do filtro de água que há anos utilizo
Nada basta
Nestes tempos de solidão, sinto falta da terra-roxa
Do cheiro de chuva a cair na terra
Da Atlântida, da Lemúria e de Roma
Dos versos diáfanos que nunca soube fazer
Magos e feiticeiros não me rondam
Rezo ao Cristo e o Cristo vem
Com suas mãos iluminadas, seu sopro benfazejo
Auxilia na reconstrução de minha tela búdica
De meu amor dilacerado, pronto a imantar
Não frequento mais boates, casas noturnas onde ao sol não se permite entrar
Inexiste ali a limpeza espiritual necessária, a qual somente os raios do astro-rei podem iluminar, quiçá minha vontade
Flui a água de meu corpo, de meus glóbulos vermelhos e brancos
De todo meu interior
Conforme as fases lunares
As formas fluídicas de polvos, tufões negros, a rodear meu plexo mental já não mais existem
Hoje sou outro homem
Um homem só.
(Que Pai João me proteja).
Tento recompor a tela etérica e até mesmo a tela búdica
Fortalecendo o perispírito dos anos de coração estilhaçado
Tomo banho na cachoeira, no mar
Intento comprar uma muda de arruda
Cabeça-de-negro
Trocar o carvão ativado do filtro de água que há anos utilizo
Nada basta
Nestes tempos de solidão, sinto falta da terra-roxa
Do cheiro de chuva a cair na terra
Da Atlântida, da Lemúria e de Roma
Dos versos diáfanos que nunca soube fazer
Magos e feiticeiros não me rondam
Rezo ao Cristo e o Cristo vem
Com suas mãos iluminadas, seu sopro benfazejo
Auxilia na reconstrução de minha tela búdica
De meu amor dilacerado, pronto a imantar
Não frequento mais boates, casas noturnas onde ao sol não se permite entrar
Inexiste ali a limpeza espiritual necessária, a qual somente os raios do astro-rei podem iluminar, quiçá minha vontade
Flui a água de meu corpo, de meus glóbulos vermelhos e brancos
De todo meu interior
Conforme as fases lunares
As formas fluídicas de polvos, tufões negros, a rodear meu plexo mental já não mais existem
Hoje sou outro homem
Um homem só.
(Que Pai João me proteja).
domingo, 10 de abril de 2011
Mais Poesia
Um soco na cara, afago
Xingamentos feios, palavras de consolo
Risco na carne, esparadrapo
Me largas no frio, sem agasalho e casa
Não choro, tremo na vã tentativa de aquecer o corpo
Regozijas-te com toda minha dor, minha solidão mais uma vez vã
Feres me com a faca incadescente, com o picador de gelo
Com espátulas, alicates, postagens, objetos perfurocortantes
Silêncio
Demais instrumentos de tortura, espátulas, tesouras
Martelos, espinhos, chutes
Cera quente, pedras, pregos
Ausência de comida, correntes
Trancas a porta e vai embora sem data para voltar
Saltos finos, mordaça, fita, algema, ácido
Ponta de caneta na qual só ameaças, mas não escreves nada em meu corpo
Enquanto rí
Epifania
Egrégora
Mochila carcomida
Pimenta nos olhos, na boca
Facão, arma-de-fogo, pá, enxada e carabina
De fora, do frio, me mandas entrar em teu quarto quente
Preparas uma xícara de chocolate fervendo
Afagas meus cachos, me ofereces suco de maracujá para dormir
Recuso
Olho resoluto para o crucifixo na parede, suspenso sobre a cama
Teus olhos tão profundos refletidos pela luz da vela...
Teus cabelos negros sem os reflexos das luzes do sol...
Retiras as luvas de couro de tuas mãos alvas, unhas pintadas de negro
Mais uma vez afagas meus cachos
Olho assustado para tua face
Me dás um beijo.
Xingamentos feios, palavras de consolo
Risco na carne, esparadrapo
Me largas no frio, sem agasalho e casa
Não choro, tremo na vã tentativa de aquecer o corpo
Regozijas-te com toda minha dor, minha solidão mais uma vez vã
Feres me com a faca incadescente, com o picador de gelo
Com espátulas, alicates, postagens, objetos perfurocortantes
Silêncio
Demais instrumentos de tortura, espátulas, tesouras
Martelos, espinhos, chutes
Cera quente, pedras, pregos
Ausência de comida, correntes
Trancas a porta e vai embora sem data para voltar
Saltos finos, mordaça, fita, algema, ácido
Ponta de caneta na qual só ameaças, mas não escreves nada em meu corpo
Enquanto rí
Epifania
Egrégora
Mochila carcomida
Pimenta nos olhos, na boca
Facão, arma-de-fogo, pá, enxada e carabina
De fora, do frio, me mandas entrar em teu quarto quente
Preparas uma xícara de chocolate fervendo
Afagas meus cachos, me ofereces suco de maracujá para dormir
Recuso
Olho resoluto para o crucifixo na parede, suspenso sobre a cama
Teus olhos tão profundos refletidos pela luz da vela...
Teus cabelos negros sem os reflexos das luzes do sol...
Retiras as luvas de couro de tuas mãos alvas, unhas pintadas de negro
Mais uma vez afagas meus cachos
Olho assustado para tua face
Me dás um beijo.
Roteiro de Viagem
Retorno hoje do Vale, com a mochila carcomida e um pouco de emoção na alma
Retorno só, conforme prometido
Retorno
Extirpando egrégoras, epifanias, poeira
Colhi limões-rosas, frutas-do-conde
Pimentas vermelhas em contraste com a mata verde
Não endureci com os simples de alma
Os sem-dentes, corações bons e sofridos
Purifiquei o espírito ao percorrer parelelepípedos
Entristeci com desmatamentos
Nas estradas cheias de barro vaguei
Errante, vaguei com a barba crescida, certa revolta
Retorno
Andei por entre engravatados, não me senti tão feliz
Pensei na dor de tua ausência
Na impossibilidade daquele retorno, nos raios de sol nos cabelos de meu amor
Em rosas, prantos e seiva
Assa-peixes, garças altivosas
Búfalos, solicitações de mudança de lei
Pais-de-santo, rezas, janelas
Avistei novamente os vestidos nas vitrines do tempo
Como chegamos a tal ponto?
Invades este recinto nas madrugadas em busca de novidades
De fotos, versos, nuances
Provas, lágrimas, tiês avermelhados
Não me esquecerei quando, ao caminhar pela trilha, ao longe um gavião voou
Longe
Não deixou rastros
Uma pena para te presentear.
Retorno só, conforme prometido
Retorno
Extirpando egrégoras, epifanias, poeira
Colhi limões-rosas, frutas-do-conde
Pimentas vermelhas em contraste com a mata verde
Não endureci com os simples de alma
Os sem-dentes, corações bons e sofridos
Purifiquei o espírito ao percorrer parelelepípedos
Entristeci com desmatamentos
Nas estradas cheias de barro vaguei
Errante, vaguei com a barba crescida, certa revolta
Retorno
Andei por entre engravatados, não me senti tão feliz
Pensei na dor de tua ausência
Na impossibilidade daquele retorno, nos raios de sol nos cabelos de meu amor
Em rosas, prantos e seiva
Assa-peixes, garças altivosas
Búfalos, solicitações de mudança de lei
Pais-de-santo, rezas, janelas
Avistei novamente os vestidos nas vitrines do tempo
Como chegamos a tal ponto?
Invades este recinto nas madrugadas em busca de novidades
De fotos, versos, nuances
Provas, lágrimas, tiês avermelhados
Não me esquecerei quando, ao caminhar pela trilha, ao longe um gavião voou
Longe
Não deixou rastros
Uma pena para te presentear.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Tristeza II
Vivo de um passado qualquer
Sem fé
Vazio
Não encontro companhia, mata, repelente
Roupas dobradas na mochila carcomida pelo tempo
Estrada, amor não há nenhum
Amanhã embarco mais uma vez para o Vale
Sem voz feminina qualquer
Apenas botas de borracha
Chuva fina, coração dilacerado
Quando voltar, voltarei só
Acredito e espero encontrar a pena de tiê-sangue
Ver o gavião
Uma pena só
Qualquer tristeza tardia
Um perfume tão doce que lembre seu sorriso
Fulgurante, teus cabelos banhados com pontas de sol
A ironia de teus dentes de mata
Rapidez de pensamentos desconexos
Bebe
Aprofundas o martelo na carne, disparando pregos de restinga
Farpas ombrófilas
Regeneração de palhaço
Que se esvai em sangue rubro de tiê
É tempo
E rís
O riso vermelho, desconstraído das caiçaras
Do interior da alma
Buscas asas, banana-da-terra
Administrativamente, te arranco dessa cadeira fria
Jogo-te em ares de vida
Nunca d'antes respirados
Ares que voam gaviões, tiês e os pássaros brancos cristalizados de Renata Maria
Tudo te parecerá demasiadamente alegre
Enquanto o poeta que percorre estradas cinzas
Se distrai
Se esvai nos olhos de mel qualquer
Porta infinita de algo que desconhece
Nunca há de conhecer.
Sem fé
Vazio
Não encontro companhia, mata, repelente
Roupas dobradas na mochila carcomida pelo tempo
Estrada, amor não há nenhum
Amanhã embarco mais uma vez para o Vale
Sem voz feminina qualquer
Apenas botas de borracha
Chuva fina, coração dilacerado
Quando voltar, voltarei só
Acredito e espero encontrar a pena de tiê-sangue
Ver o gavião
Uma pena só
Qualquer tristeza tardia
Um perfume tão doce que lembre seu sorriso
Fulgurante, teus cabelos banhados com pontas de sol
A ironia de teus dentes de mata
Rapidez de pensamentos desconexos
Bebe
Aprofundas o martelo na carne, disparando pregos de restinga
Farpas ombrófilas
Regeneração de palhaço
Que se esvai em sangue rubro de tiê
É tempo
E rís
O riso vermelho, desconstraído das caiçaras
Do interior da alma
Buscas asas, banana-da-terra
Administrativamente, te arranco dessa cadeira fria
Jogo-te em ares de vida
Nunca d'antes respirados
Ares que voam gaviões, tiês e os pássaros brancos cristalizados de Renata Maria
Tudo te parecerá demasiadamente alegre
Enquanto o poeta que percorre estradas cinzas
Se distrai
Se esvai nos olhos de mel qualquer
Porta infinita de algo que desconhece
Nunca há de conhecer.
domingo, 27 de março de 2011
Dirceu
Pequeno ato (oi, oi!)
Me atropela (esfacela, cai dodói)
Bis in idem (você duas vezes)
Aqui, nós de novo
Nóz-de-ovo
Rato adorado, amor meu
O imbecil (a vontade de estar na roça vendo a leitoa)
Amor teu, morreu ou adormeceu?
(Explique por favor o que aconteceu)
Uma briga, imensa rouquidão (raiva, solidão)
Choro, calidez das pedras que não se dissolveram
Veio aqui, mas não voltou
Véio, preto mais que velho
Quimbanda e quindim (adoeceu de estômago vazio)
Olha a luz! Olha a luz! (A te descobrir)
Tirar teu vestido branco de cambraia
Tua calcinha cheirosa (jasmim-manga)
(Ai vontade de comer)
Ai vontade de você (Amor, amor meu)
Reformaram a fachada da casa de Cláudio Manoel da Costa
De Tomás Antonio Gonzaga , ainda não (quando farão?)
O cheiro da cal fresca, o pé de ora-pro-nobis, cadê?
Arrancaram da terra (das entranhas da terra) você de mim
Destino sábio e cruel (tudo o que vai, volta)
Tomara que volte (tomara-que-caia)
Pulam sapos-cururus no início da escada
Chove uma chuvinha fina, lavando a alma
Quando fui embora, não sobrou nada
(Apenas a esperança do amor).
Me atropela (esfacela, cai dodói)
Bis in idem (você duas vezes)
Aqui, nós de novo
Nóz-de-ovo
Rato adorado, amor meu
O imbecil (a vontade de estar na roça vendo a leitoa)
Amor teu, morreu ou adormeceu?
(Explique por favor o que aconteceu)
Uma briga, imensa rouquidão (raiva, solidão)
Choro, calidez das pedras que não se dissolveram
Veio aqui, mas não voltou
Véio, preto mais que velho
Quimbanda e quindim (adoeceu de estômago vazio)
Olha a luz! Olha a luz! (A te descobrir)
Tirar teu vestido branco de cambraia
Tua calcinha cheirosa (jasmim-manga)
(Ai vontade de comer)
Ai vontade de você (Amor, amor meu)
Reformaram a fachada da casa de Cláudio Manoel da Costa
De Tomás Antonio Gonzaga , ainda não (quando farão?)
O cheiro da cal fresca, o pé de ora-pro-nobis, cadê?
Arrancaram da terra (das entranhas da terra) você de mim
Destino sábio e cruel (tudo o que vai, volta)
Tomara que volte (tomara-que-caia)
Pulam sapos-cururus no início da escada
Chove uma chuvinha fina, lavando a alma
Quando fui embora, não sobrou nada
(Apenas a esperança do amor).
O Pássaro
Meu Deus, como não passou o tempo todo este tempo!
Tanto tempo
E hoje me sinto tão traído
Tão desesperançoso e triste, combalido
Por favor, soletre o nome de meu inimigo
Antes do quê?
Antes do nada
Do pó
Do intenso vazio
Da água
Da dó
Ainda que fosse um sol não seria tão quente como teu beijo de saudade
O teu beijo longo e louco
E meus dias e rocks não são tão bons assim
E não quero que meus anjos transem mais
Me desculpe!
Os anjos têm causas mais eméritas para cuidar
Tua nobreza vem de onde?
Meu nojo, um escarro este mundo
Das pedras nada transparece
Só a cruz que salva.
Tanto tempo
E hoje me sinto tão traído
Tão desesperançoso e triste, combalido
Por favor, soletre o nome de meu inimigo
Antes do quê?
Antes do nada
Do pó
Do intenso vazio
Da água
Da dó
Ainda que fosse um sol não seria tão quente como teu beijo de saudade
O teu beijo longo e louco
E meus dias e rocks não são tão bons assim
E não quero que meus anjos transem mais
Me desculpe!
Os anjos têm causas mais eméritas para cuidar
Tua nobreza vem de onde?
Meu nojo, um escarro este mundo
Das pedras nada transparece
Só a cruz que salva.
domingo, 20 de março de 2011
Medicina Celeste
Cristo vem e banha a atmosfera de luz
O gênero humano cresce sem delongas
Quanto horror em tão pouco tempo
Ao tempo longínquo de dois mil anos
Sangue e redenção
Paz dentro de nós mesmos, amor
Quantos abusos cometidos por nós mesmos, erro
Só a carne pode sarar, suavizar tanto desespero
A lógica do Universo é mais ampla do que podemos conceber
Por isso, daremos graças aos céus com louvor
Agradecendo a magnitude da vida
Perfumes maviosos no firmamento, longe de todos os vícios
Quanto necessitamos mudar!
Crescer, chorar
Aprender
Criar a benegnitude do prazer caritativo
Limpar chagas pessoais, principalmente aquelas que não entendemos
Aquelas que parecem contrastar com o amor de Deus
Na verdade são provas que nós mesmos escolhemos
Porque o amor não cessou, e nunca deixou de existir
Pingam lágrimas por aí. Aqui, mais perto do que imaginamos
Avante!
A Ciência não para
Auxiliada por anjos imorredouros, o mundo é banhado com novas luzes
O perdão estampado nos rostos traz nova força ao orbe
Chega de guerra, materialismo vão
A mensagem chega constantemente, de todas as partes
Chega de ódio, extirparmos a palavra de nossos corações
Façamos da Verdadeira Letra sábias atitudes
Não apenas falsas promessas
O amor de Deus a todos ilumina.
O gênero humano cresce sem delongas
Quanto horror em tão pouco tempo
Ao tempo longínquo de dois mil anos
Sangue e redenção
Paz dentro de nós mesmos, amor
Quantos abusos cometidos por nós mesmos, erro
Só a carne pode sarar, suavizar tanto desespero
A lógica do Universo é mais ampla do que podemos conceber
Por isso, daremos graças aos céus com louvor
Agradecendo a magnitude da vida
Perfumes maviosos no firmamento, longe de todos os vícios
Quanto necessitamos mudar!
Crescer, chorar
Aprender
Criar a benegnitude do prazer caritativo
Limpar chagas pessoais, principalmente aquelas que não entendemos
Aquelas que parecem contrastar com o amor de Deus
Na verdade são provas que nós mesmos escolhemos
Porque o amor não cessou, e nunca deixou de existir
Pingam lágrimas por aí. Aqui, mais perto do que imaginamos
Avante!
A Ciência não para
Auxiliada por anjos imorredouros, o mundo é banhado com novas luzes
O perdão estampado nos rostos traz nova força ao orbe
Chega de guerra, materialismo vão
A mensagem chega constantemente, de todas as partes
Chega de ódio, extirparmos a palavra de nossos corações
Façamos da Verdadeira Letra sábias atitudes
Não apenas falsas promessas
O amor de Deus a todos ilumina.
Álibi
Tua alma cândida dói e sangra
Mil farpas, cacos de vidro te atingem
Palavras bem-ditas, sim! A culpa é sua!
A culpa é nossa, minha
De querer mais do que posso conceber
O filho? Ainda não está pronto
Até porque quero minha menina
Vê-la comer hortaliça, enquanto a névoa da manhã evapora
Beber leite, beijar-te a língua, morder o lábio
Da dor de não te ter e mesmo assim falar que a culpa
É toda sua, simplesmente tua
Porque te amo
Por que, vida? Minh'alma, flor pequenina
Verdade! Necessária mentira
Quantos relacionamentos meus acabaram por tua causa?
Tua única causa, a causa de amar
A droga, distância em demasia
Então vens e fujo de ti com medo de desencontrar
Sei que te amo pelo fato de meu coração palpitar louco
Sentir minha mão gelada, uma adrenalina morgada
Pensar rápido para não falar besteira, me controlar
Medir ao máximo as palavras, conquistar
Teu cheiro de incenso ajuda a acalmar
A voz doce cai, meus ouvidos e olhos em torpor
Até ficar contigo para sempre
Vou te usar.
(Terás tua parte do acordo).
Mil farpas, cacos de vidro te atingem
Palavras bem-ditas, sim! A culpa é sua!
A culpa é nossa, minha
De querer mais do que posso conceber
O filho? Ainda não está pronto
Até porque quero minha menina
Vê-la comer hortaliça, enquanto a névoa da manhã evapora
Beber leite, beijar-te a língua, morder o lábio
Da dor de não te ter e mesmo assim falar que a culpa
É toda sua, simplesmente tua
Porque te amo
Por que, vida? Minh'alma, flor pequenina
Verdade! Necessária mentira
Quantos relacionamentos meus acabaram por tua causa?
Tua única causa, a causa de amar
A droga, distância em demasia
Então vens e fujo de ti com medo de desencontrar
Sei que te amo pelo fato de meu coração palpitar louco
Sentir minha mão gelada, uma adrenalina morgada
Pensar rápido para não falar besteira, me controlar
Medir ao máximo as palavras, conquistar
Teu cheiro de incenso ajuda a acalmar
A voz doce cai, meus ouvidos e olhos em torpor
Até ficar contigo para sempre
Vou te usar.
(Terás tua parte do acordo).
Original VI
Minutos para o outono bater à porta
Não nos molhamos com a chuva da praia
Muito menos na escuridão da caverna
Brilhou a luz de um beijo
Apenas contemplamos a chuva de algum lugar imaginário
Dentro de nós dois
Ausência
Folhas caídas
Uma cidade histórica
Igreja sem tapete vermelho
Javalis mansos, centauros, caranguejos
Palavras ao vento
Cabelos negros, nariz arqueado
Papel para cigarro
Ausência
Calor de pensamentos
Gosto
Não tenho mais notícias de ti
Imagino-a no ônibus, percorrendo a estrada que não rodamos
A estrada que não desgastou a borracha dos pneus
A linha da mão
Rápidos, vislumbramos vultos de ciganas com longos vestidos vermelhos na beira da rodovia
Misturados aos índios, seus colares e miçangas
Acordei com o fogo do verão, mas é o outono quem bate à porta
É a chuva quem me leva ao âmago do livro em teu corpo
Escreves o desconexo
Rápido
Com tinta de água
Perpassando o solo da caverna
Escreves
Branco e azul
Restinga
Chuva
Amor
Fazes perguntas às máquinas
E as máquinas te respondem um não sei o quê em italiano
Acompanho mudo
Desejo te ver
Busco carona nas costas do javali
Mas o javali e a neve não vêm
Vem a chuva
Solidão
Desejo
Repetição
Vem o outono bater à porta, me chamar para sair
Não vou
Sem você não vou
Os domingos, teus cabelos negros, os três filmes
Qualquer coisa que me dê
Faço delas um mundo imaginário
Só, para nós dois
Só
Como uma linda criança
Seu choro e o outono
A flor que se cair, levanta
As folhas secas e pardas no chão
Escreves pinturas ruprestres nas paredes da caverna
Perto, emano luz e calor
Após ferver os vestidos das ciganas
Te faço tinta vermelha
Pincel
Temporal
Sempre a chuva ácida
O pomar, a maçã envenenada
Estalactites e estalagmites
Arpões, como a mais guerreira das centauras
Flechas meu espírito azul
Esvaio-me em branco
Busco javalis
Desfaleço
Afagas então meu ser nú com desvelo
Água doce, sempre doce
Lua cheia
Centauro, sangue na neve
Branco
Afago teus olhos com meus olhos sequiosos
De saudade, chuva
Água
Em nosso mundo imaginário, no interior da caverna, distante da praia
Afagas meus cachos
Enquanto inutilmente o outono bate à porta
A poucos minutos de ti.
Não nos molhamos com a chuva da praia
Muito menos na escuridão da caverna
Brilhou a luz de um beijo
Apenas contemplamos a chuva de algum lugar imaginário
Dentro de nós dois
Ausência
Folhas caídas
Uma cidade histórica
Igreja sem tapete vermelho
Javalis mansos, centauros, caranguejos
Palavras ao vento
Cabelos negros, nariz arqueado
Papel para cigarro
Ausência
Calor de pensamentos
Gosto
Não tenho mais notícias de ti
Imagino-a no ônibus, percorrendo a estrada que não rodamos
A estrada que não desgastou a borracha dos pneus
A linha da mão
Rápidos, vislumbramos vultos de ciganas com longos vestidos vermelhos na beira da rodovia
Misturados aos índios, seus colares e miçangas
Acordei com o fogo do verão, mas é o outono quem bate à porta
É a chuva quem me leva ao âmago do livro em teu corpo
Escreves o desconexo
Rápido
Com tinta de água
Perpassando o solo da caverna
Escreves
Branco e azul
Restinga
Chuva
Amor
Fazes perguntas às máquinas
E as máquinas te respondem um não sei o quê em italiano
Acompanho mudo
Desejo te ver
Busco carona nas costas do javali
Mas o javali e a neve não vêm
Vem a chuva
Solidão
Desejo
Repetição
Vem o outono bater à porta, me chamar para sair
Não vou
Sem você não vou
Os domingos, teus cabelos negros, os três filmes
Qualquer coisa que me dê
Faço delas um mundo imaginário
Só, para nós dois
Só
Como uma linda criança
Seu choro e o outono
A flor que se cair, levanta
As folhas secas e pardas no chão
Escreves pinturas ruprestres nas paredes da caverna
Perto, emano luz e calor
Após ferver os vestidos das ciganas
Te faço tinta vermelha
Pincel
Temporal
Sempre a chuva ácida
O pomar, a maçã envenenada
Estalactites e estalagmites
Arpões, como a mais guerreira das centauras
Flechas meu espírito azul
Esvaio-me em branco
Busco javalis
Desfaleço
Afagas então meu ser nú com desvelo
Água doce, sempre doce
Lua cheia
Centauro, sangue na neve
Branco
Afago teus olhos com meus olhos sequiosos
De saudade, chuva
Água
Em nosso mundo imaginário, no interior da caverna, distante da praia
Afagas meus cachos
Enquanto inutilmente o outono bate à porta
A poucos minutos de ti.
Original II
Vens
Com ares de Mata Atlântica
Hoje,
Dia Internacional das Mulheres
Todas dançam
Tentam esquecer séculos de submissão e tortura
(Triste, muito triste)
Gritam seus gritos roucos
Depressão não
Felicidade, vestidos coloridos, maquilagem
Cantos
Pressão por todos lados
Alma que pulsa
Filhotes de rato
Buscas anjo
Espécimes de psitacídeos em livros de aves que sofrem
Nem sabes se estão vivas
Mesmo assim o anjo busca
Rasga panos garantidos
Mas a dor de ouvir panos garantidos não satisfaz
Remédios?
Ácido não tens,
Limão rosa muito menos
Enxergas a seleção natural através de 22 filhotes
E um monstro de amor invade tua alma,
Toma teu coração e traz coisas boas
Sentimentos indefiníveis
Talvez o que falta seja a poesia
Que morreu e não foi enterrada
A loucura de todas possibilidades
O doce
Sorves palmito
Palmito macio
Outro índio se suicidou há pouco
Não
Não no palmiteiro
Sem galhos (tronco único)
Lágrimas
(Agora só restam lágrimas salgadas)
Missas de sétimo dia
Esperança de que Jesus, O Mestre, ampare
Traga sua luz maviosa como bálsamo
Conforto
Desejo de um Planeta melhor
É tanto sofrimento
Tanta depressão e tristeza
Que o anjo espera somente dias melhores
Acasos
Dias Internacionais do Sexo Forte
Acasos
E então penteias teus cabelos negros e longos
Como chuva
Caudalosos como o Rio Vermelho
A encosta em que tua alma rebate e volta
Pra casa
Pra pousada
Pro lago
Pra edícula
Pra piscina
Pro jardim
Para tantos lugares com oxigênio a te embriagar
(Se ao menos soubesses)
Que a brasa de teu cigarro é uma mentira
Ao menos é tanto...
Tanto sabor em tua boca ávida
Folk
Olhos negros de anjo puro
Por que buscas tanto pela paisagem algo que não tens?!!
Jurastes confortar tua alma com qualquer coisa que fosse só amor
Em contraste um pouco de ódio e aventura
Rodas
Rodopia
(Junho... Junho está chegando!!!)
Com ele, São João
Fogueira, quentão...
Até hoje não sabes o cheiro da cortiça queimada
Para produção de bigodes e cavanhaques falsos
Não importa
Desconheces a alma das mulheres
A dos poetas não são o bastante
Nunca serão
A chama morreu
A poesia também
(Apenas não enterraram)
Um dia ela irá para o buraco da terra
A sete palmos do chão
(Todos os fatos serão negados)
Crês que não, mas serão
Então, como uma criança chorona
Lembrarás dos javalis
Dos urros de terror na noite gélida
Em contraste, pensarás que é só a fauna
Em seu ritmo insaciável de caminhos
De árvores que ameaçam tombar sobre telhados
(Da culpa sobre tombar)
Sobre cortarem teu tronco de sustentação
Tuas raízes secarem
Por sorte te fixas em terreno forte
Terra vermelha
Sorves todos os nutrientes
Em um jogo simples
De dados da sorte
O número alto nem sempre é forte
O naipe esperado nem sempre surge
Sentes-se sozinha
Dia de Sexo Frágil
De amor maior que o mundo
De nada
De imposição
Sem ao menos perguntar-te o que queres
Uma Original e uma porção de batatas fritas
Pelo simples fato de achar que o que é gostoso te completas
Te completas?
Se tua opinião, se teus desejos não são ao menos perguntados...
Significa dizer que o poeta matou a poesia
Esqueceu de enterrar
Pegue teu carro então
E dirijas até a Serra da Bocaina
Pare
Chore um pouco
Penses que eles não te merecem
Destrave o freio de mão
Pense no teu irmão e siga até a Ilha da Beleza
(Ilha Bela)
Sorria
Porque a vida é linda
É contraste
Paradoxo
Por mais que não possas mais chorar
Por mais que o melhor e o pior de um anjo
Esteja em suas asas e nos caminhos que segues
São asas declaradas de psitacídeo
Plumas potáveis que voam
Longe
Longe
Particular
Água
Cores, o melhor de ti
Teu pilar
Tua facilidade em ser lida
No livro invisível que entro quando quero
Mas só entendo quando olho tua face
Tuas plumas coloridas
Rubro-verde
Teu sangue (polpa de Juçara)
Flui
Corre
Volta
Esconde-se
Na Terra Sem Males
Há dois Sóis
Um Planeta onde os moradores residem
Outro em que plantam
E outro onde são realizadas as atividades industriais
Voltaremos para Capela um dia, anjo?
A Terra em que os Jasmins florescem em consonância com a pureza
Tudo de belo?
Nossos grandes olhos amarelos observarão que o hoje é dia da alegria e do amor?
Feliz Dia Internacional das Mulheres.
Com ares de Mata Atlântica
Hoje,
Dia Internacional das Mulheres
Todas dançam
Tentam esquecer séculos de submissão e tortura
(Triste, muito triste)
Gritam seus gritos roucos
Depressão não
Felicidade, vestidos coloridos, maquilagem
Cantos
Pressão por todos lados
Alma que pulsa
Filhotes de rato
Buscas anjo
Espécimes de psitacídeos em livros de aves que sofrem
Nem sabes se estão vivas
Mesmo assim o anjo busca
Rasga panos garantidos
Mas a dor de ouvir panos garantidos não satisfaz
Remédios?
Ácido não tens,
Limão rosa muito menos
Enxergas a seleção natural através de 22 filhotes
E um monstro de amor invade tua alma,
Toma teu coração e traz coisas boas
Sentimentos indefiníveis
Talvez o que falta seja a poesia
Que morreu e não foi enterrada
A loucura de todas possibilidades
O doce
Sorves palmito
Palmito macio
Outro índio se suicidou há pouco
Não
Não no palmiteiro
Sem galhos (tronco único)
Lágrimas
(Agora só restam lágrimas salgadas)
Missas de sétimo dia
Esperança de que Jesus, O Mestre, ampare
Traga sua luz maviosa como bálsamo
Conforto
Desejo de um Planeta melhor
É tanto sofrimento
Tanta depressão e tristeza
Que o anjo espera somente dias melhores
Acasos
Dias Internacionais do Sexo Forte
Acasos
E então penteias teus cabelos negros e longos
Como chuva
Caudalosos como o Rio Vermelho
A encosta em que tua alma rebate e volta
Pra casa
Pra pousada
Pro lago
Pra edícula
Pra piscina
Pro jardim
Para tantos lugares com oxigênio a te embriagar
(Se ao menos soubesses)
Que a brasa de teu cigarro é uma mentira
Ao menos é tanto...
Tanto sabor em tua boca ávida
Folk
Olhos negros de anjo puro
Por que buscas tanto pela paisagem algo que não tens?!!
Jurastes confortar tua alma com qualquer coisa que fosse só amor
Em contraste um pouco de ódio e aventura
Rodas
Rodopia
(Junho... Junho está chegando!!!)
Com ele, São João
Fogueira, quentão...
Até hoje não sabes o cheiro da cortiça queimada
Para produção de bigodes e cavanhaques falsos
Não importa
Desconheces a alma das mulheres
A dos poetas não são o bastante
Nunca serão
A chama morreu
A poesia também
(Apenas não enterraram)
Um dia ela irá para o buraco da terra
A sete palmos do chão
(Todos os fatos serão negados)
Crês que não, mas serão
Então, como uma criança chorona
Lembrarás dos javalis
Dos urros de terror na noite gélida
Em contraste, pensarás que é só a fauna
Em seu ritmo insaciável de caminhos
De árvores que ameaçam tombar sobre telhados
(Da culpa sobre tombar)
Sobre cortarem teu tronco de sustentação
Tuas raízes secarem
Por sorte te fixas em terreno forte
Terra vermelha
Sorves todos os nutrientes
Em um jogo simples
De dados da sorte
O número alto nem sempre é forte
O naipe esperado nem sempre surge
Sentes-se sozinha
Dia de Sexo Frágil
De amor maior que o mundo
De nada
De imposição
Sem ao menos perguntar-te o que queres
Uma Original e uma porção de batatas fritas
Pelo simples fato de achar que o que é gostoso te completas
Te completas?
Se tua opinião, se teus desejos não são ao menos perguntados...
Significa dizer que o poeta matou a poesia
Esqueceu de enterrar
Pegue teu carro então
E dirijas até a Serra da Bocaina
Pare
Chore um pouco
Penses que eles não te merecem
Destrave o freio de mão
Pense no teu irmão e siga até a Ilha da Beleza
(Ilha Bela)
Sorria
Porque a vida é linda
É contraste
Paradoxo
Por mais que não possas mais chorar
Por mais que o melhor e o pior de um anjo
Esteja em suas asas e nos caminhos que segues
São asas declaradas de psitacídeo
Plumas potáveis que voam
Longe
Longe
Particular
Água
Cores, o melhor de ti
Teu pilar
Tua facilidade em ser lida
No livro invisível que entro quando quero
Mas só entendo quando olho tua face
Tuas plumas coloridas
Rubro-verde
Teu sangue (polpa de Juçara)
Flui
Corre
Volta
Esconde-se
Na Terra Sem Males
Há dois Sóis
Um Planeta onde os moradores residem
Outro em que plantam
E outro onde são realizadas as atividades industriais
Voltaremos para Capela um dia, anjo?
A Terra em que os Jasmins florescem em consonância com a pureza
Tudo de belo?
Nossos grandes olhos amarelos observarão que o hoje é dia da alegria e do amor?
Feliz Dia Internacional das Mulheres.
Juízes
Passa, vai passando o tempo eterno (mais uma vez o tempo!)
Entre mil sonhos a Terra explode
Em dor, em bem, em progresso
Mas não sonhe muito, poetisa!
Não durma muito, poetisa!
Não entendeis o tempo, mas o tempo entende você
E se ressente pela falta de ação, pela falta de caridade
A Terra pega fogo!
Homens marcham incessantemente com suas tochas de fogo pelas fronteiras
Os animais, acuados, escondem-se nos grotões
A atmosfera condensa-se em um pesado ar
Quanta maldade... e acima de tudo o amor!
Tempos confusos estes
Após as duas guerras, grande avanço tecnológico
Fim de fronteiras, guerras de idéias, de fés (a unidade, vil homem?)
Guerra, guerra, guerra...
O mundo está em ebulição, em completa ebulição!
As florestas incendiadas, o cão raivoso, as aves pestilentas
E tu, poeta dorminhoco, não vês a noite passar
Olha a televisão, mal sabe se as estrelas estão caíndo
O mundo começando (acabando)
Teu sonho de escritora, poetisa, esvai-se quando procuras o sucesso
Saibas que és instrumento, não se esqueça mais disto
Nunca mais!
És o meio eficaz de transmitir mensagens de bem pelo espaço
Ajudar no adiantamento deste mundo pouco evoluído
Terminar com a hipocrisia, tua cupidez nojenta
Fazer com que a unidade reine nestes tempos difíceis
Muito difíceis
(Expanda tua fé, poetisa! Só assim serás feliz. Mas nunca provoque guerra em Meu nome.)
A unidade deve prevalecer apenas, tão simplesmente, através do amor e da caridade
O cotidiano te prova em todos os momentos as coisas mais lindas que um ser pode perceber
Mesmo sabendo que um dia sofrerás pelos erros do passado
(E não se julgue o tal, dizendo que não errou)
Quem sabe o que aconteceu?
Não! Não abaixe a fronte, caminha, corrige, perdoa
E gira! Roda a roda da vida e escreve teu nome na roda da estória, em qualquer roda
Que rode, gire e faça voar
Lá de bem alto, nevoeiro
Facilmente transponível os obstáculos do caminho
Se plainar o terreno, fazer sulcos e plantar a semente da aceitação de tua mísera condição, poeta
Lutar para que o ar que respiras seja mais puro
(Tenha o odor da poetisa)
Que se corte menos mata, que se coma menos gado, menos adrenalina em teu prato
(Jejú, jejua, jejuar)
Lute por alguém, por alguma coisa que condiza com bondade
Nunca pare de amar (Ensino do Alto).
Entre mil sonhos a Terra explode
Em dor, em bem, em progresso
Mas não sonhe muito, poetisa!
Não durma muito, poetisa!
Não entendeis o tempo, mas o tempo entende você
E se ressente pela falta de ação, pela falta de caridade
A Terra pega fogo!
Homens marcham incessantemente com suas tochas de fogo pelas fronteiras
Os animais, acuados, escondem-se nos grotões
A atmosfera condensa-se em um pesado ar
Quanta maldade... e acima de tudo o amor!
Tempos confusos estes
Após as duas guerras, grande avanço tecnológico
Fim de fronteiras, guerras de idéias, de fés (a unidade, vil homem?)
Guerra, guerra, guerra...
O mundo está em ebulição, em completa ebulição!
As florestas incendiadas, o cão raivoso, as aves pestilentas
E tu, poeta dorminhoco, não vês a noite passar
Olha a televisão, mal sabe se as estrelas estão caíndo
O mundo começando (acabando)
Teu sonho de escritora, poetisa, esvai-se quando procuras o sucesso
Saibas que és instrumento, não se esqueça mais disto
Nunca mais!
És o meio eficaz de transmitir mensagens de bem pelo espaço
Ajudar no adiantamento deste mundo pouco evoluído
Terminar com a hipocrisia, tua cupidez nojenta
Fazer com que a unidade reine nestes tempos difíceis
Muito difíceis
(Expanda tua fé, poetisa! Só assim serás feliz. Mas nunca provoque guerra em Meu nome.)
A unidade deve prevalecer apenas, tão simplesmente, através do amor e da caridade
O cotidiano te prova em todos os momentos as coisas mais lindas que um ser pode perceber
Mesmo sabendo que um dia sofrerás pelos erros do passado
(E não se julgue o tal, dizendo que não errou)
Quem sabe o que aconteceu?
Não! Não abaixe a fronte, caminha, corrige, perdoa
E gira! Roda a roda da vida e escreve teu nome na roda da estória, em qualquer roda
Que rode, gire e faça voar
Lá de bem alto, nevoeiro
Facilmente transponível os obstáculos do caminho
Se plainar o terreno, fazer sulcos e plantar a semente da aceitação de tua mísera condição, poeta
Lutar para que o ar que respiras seja mais puro
(Tenha o odor da poetisa)
Que se corte menos mata, que se coma menos gado, menos adrenalina em teu prato
(Jejú, jejua, jejuar)
Lute por alguém, por alguma coisa que condiza com bondade
Nunca pare de amar (Ensino do Alto).
sábado, 19 de março de 2011
Não
Vem cá, me responde por favor!
Propagarias o que é ruim, poeta?
O mundano, por sua pouca evolução, não te causa mal estar?
Não é raramente que ligas o rádio e toca tua música?
A cerveja aparentemente gelada não congela quando enfias teu dedo sequioso no anel?
O cigarro não acaba quando anoite vai apenas começar, te forçando a mendigar?
Tuas vias respiratórias, teu pulmão e rins agradecem
E os cianóides azuis, não te acenam do Vale dos Suicídas, clamando por trabalho e limpeza?
Enquanto isso, milhões de necessitados não morrem na lama?
Seres angelicais não renascem a todo instante defeituosos, resgatando antigas dívidas?
Não choras e sofres, poeta?
Não sentes os mosquitos sugarem teu sangue enquanto dormes o sono dos inquietos?
Dos sonambúlicos?
A tua busca por amor não é feita através de uma cascata de lágrimas?
(Cai! Cai tudo!)
Passageiras estrelas, espírito eterno, coadjuvante de grandes obras.
Brasa que queima, hipérboles, lúpulo resfriado, coriza
(Falsas suposições, amor traído, bandido)
Não sentes fome e jejuas?
Não sentes ódio e perdoas?
Não observas e admiras?
O que te falta, poeta?
Falta alguém? Falta um sentido?
Falta uma válvula ou um paraíso?
(Um parafuso, por favor!)
Bom dia, tinha me esquecido
Afinal, tantas coisas para lembrar que me esqueci de ti
Desculpe, sinceramente
Compaixão a um pobre negativista, clemência!
Areia nos olhos, areia bem fina carregada pelo vento e outras forças
No âmago de tuas retinas cristalinas, mal escritor!
Ninguém te visita? Amigos, parentes, almas deste mundo?
Não lesionas teus dedos magros, sem querer, em qualquer trombada
E não sentes raiva e uma vontade imensa de xingar?
(Não! Não entre no mesmo nível vibratório de entidades inferiores, agradeça)
A obra a ser construída, valente soldado, é de peso e não admite exoneração
(Avante sempre, progresso e ordem!)
Novas trincheiras sulcam a face da Terra para a grande batalha do amor e da caridade
Lei Universal, tempo perfeito para a guerra sem templos
Apenas corações positivistas e fraternos sobreviverão!
Os dissidentes e vencidos serão irresistívelmente cooptados
Forçados a se adequarem na norma que rege o Universo
O tempo é agora, não existe passado nem futuro, apenas presente!
(Enorme batalha a ser travada!)
Só o amor nos faz dizer sim, sem medo das consequências que terás que suportar com fé e resignação
Entendeu, poeta?
Propagarias o que é ruim, poeta?
O mundano, por sua pouca evolução, não te causa mal estar?
Não é raramente que ligas o rádio e toca tua música?
A cerveja aparentemente gelada não congela quando enfias teu dedo sequioso no anel?
O cigarro não acaba quando anoite vai apenas começar, te forçando a mendigar?
Tuas vias respiratórias, teu pulmão e rins agradecem
E os cianóides azuis, não te acenam do Vale dos Suicídas, clamando por trabalho e limpeza?
Enquanto isso, milhões de necessitados não morrem na lama?
Seres angelicais não renascem a todo instante defeituosos, resgatando antigas dívidas?
Não choras e sofres, poeta?
Não sentes os mosquitos sugarem teu sangue enquanto dormes o sono dos inquietos?
Dos sonambúlicos?
A tua busca por amor não é feita através de uma cascata de lágrimas?
(Cai! Cai tudo!)
Passageiras estrelas, espírito eterno, coadjuvante de grandes obras.
Brasa que queima, hipérboles, lúpulo resfriado, coriza
(Falsas suposições, amor traído, bandido)
Não sentes fome e jejuas?
Não sentes ódio e perdoas?
Não observas e admiras?
O que te falta, poeta?
Falta alguém? Falta um sentido?
Falta uma válvula ou um paraíso?
(Um parafuso, por favor!)
Bom dia, tinha me esquecido
Afinal, tantas coisas para lembrar que me esqueci de ti
Desculpe, sinceramente
Compaixão a um pobre negativista, clemência!
Areia nos olhos, areia bem fina carregada pelo vento e outras forças
No âmago de tuas retinas cristalinas, mal escritor!
Ninguém te visita? Amigos, parentes, almas deste mundo?
Não lesionas teus dedos magros, sem querer, em qualquer trombada
E não sentes raiva e uma vontade imensa de xingar?
(Não! Não entre no mesmo nível vibratório de entidades inferiores, agradeça)
A obra a ser construída, valente soldado, é de peso e não admite exoneração
(Avante sempre, progresso e ordem!)
Novas trincheiras sulcam a face da Terra para a grande batalha do amor e da caridade
Lei Universal, tempo perfeito para a guerra sem templos
Apenas corações positivistas e fraternos sobreviverão!
Os dissidentes e vencidos serão irresistívelmente cooptados
Forçados a se adequarem na norma que rege o Universo
O tempo é agora, não existe passado nem futuro, apenas presente!
(Enorme batalha a ser travada!)
Só o amor nos faz dizer sim, sem medo das consequências que terás que suportar com fé e resignação
Entendeu, poeta?
sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Original V
Acendo cigarro sobre a mesa
Quanto ele é culto e difícil
Romper necessita fazê-lo voar
Flutuar nas alturas
Caso contrário não tentarei arrebatar o coração, o peito e o que mais houver dele
Ele já não é mais ele
É meu dissidente a arremessar dardos em qualquer emanação fluídica que disparo
Cruzo os olhos nos dele, faísco
Transbordo e não mais retorno
Invento usuais desculpas
Bebo
Na alma e na doçura dele
Sei haver amor
Espero
Acendo cigarro na flor do lago
Culto e irônico o meu rapaz
Menina, a mais bela do Lácio
Possuía pulseiras de âmbar e receio dos dentes dos javalis
Da neve
Fiz meus sentimentos mais frios
Na esperança do calor do beijo de meu menino
Mas meu rapaz anda distante
Orgulhoso, longe de tudo
Olhar fixo
Faíscante
Se apaixonou.
Quanto ele é culto e difícil
Romper necessita fazê-lo voar
Flutuar nas alturas
Caso contrário não tentarei arrebatar o coração, o peito e o que mais houver dele
Ele já não é mais ele
É meu dissidente a arremessar dardos em qualquer emanação fluídica que disparo
Cruzo os olhos nos dele, faísco
Transbordo e não mais retorno
Invento usuais desculpas
Bebo
Na alma e na doçura dele
Sei haver amor
Espero
Acendo cigarro na flor do lago
Culto e irônico o meu rapaz
Menina, a mais bela do Lácio
Possuía pulseiras de âmbar e receio dos dentes dos javalis
Da neve
Fiz meus sentimentos mais frios
Na esperança do calor do beijo de meu menino
Mas meu rapaz anda distante
Orgulhoso, longe de tudo
Olhar fixo
Faíscante
Se apaixonou.
terça-feira, 8 de março de 2011
Sobre Deus
Eterno é Ele que nos faz imortais
Mas não imutáveis
Já que vivemos para evoluir, mil e uma vezes.
Mas não imutáveis
Já que vivemos para evoluir, mil e uma vezes.
Sobre o Palmito Juçara
Das mil e uma árvores plantadas
Aquela palmeira era a mais imponente
Já contava com quase trinta anos
Mas lá, não gorjeava o sabiá, pois os tucanos estavam famintos pelo poder
Tucanos de bico amarelo e asas mágicas.
Aquela palmeira era a mais imponente
Já contava com quase trinta anos
Mas lá, não gorjeava o sabiá, pois os tucanos estavam famintos pelo poder
Tucanos de bico amarelo e asas mágicas.
Sobre as Amizades
Afaste-se das más companhias, mas não totalmente
Aprenda o que elas podem ensinar e auxilie
Para que elas não se percam em vis paixões
Não cometam mil e uma vezes o mesmo erro.
Aprenda o que elas podem ensinar e auxilie
Para que elas não se percam em vis paixões
Não cometam mil e uma vezes o mesmo erro.
Sobre as Paixões
Seriam devaneios subitamente tomados?
(Alegria, alegria)
Água gelada descendo pela garganta
A temperatura de mil e um beijos.
(Alegria, alegria)
Água gelada descendo pela garganta
A temperatura de mil e um beijos.
Sobre o Karma
O planeta, apesar das dificuldades, nos traz o sentimento de que, mesmo voltando mil e uma vezes, não seria tempo suficiente para ver e conhecer tudo.
Quantas vezes já fomos e voltamos?
Quantas vezes te encontrei?
Quantas vezes já fomos e voltamos?
Quantas vezes te encontrei?
Sobre a Bíblia
Necessita ser interpretada como um todo
Mil e uma vezes e assim sucessivamente
Sem nos esquecermos da nova Palavra que vem orientar.
Mil e uma vezes e assim sucessivamente
Sem nos esquecermos da nova Palavra que vem orientar.
Sobre o Tempo
Quaisquer mil e uma horas têm sua razão de ser
De ter!
Esta época fria do ano
É também seca
Por isso não vai chover.
De ter!
Esta época fria do ano
É também seca
Por isso não vai chover.
Sobre a Natureza
Ao plantar mil e uma sementes de palmito juçara
Esperarás quinze anos e ao final dos quinze anos
Verás uma árvore adulta
Uma verdejante floresta atlântica
Onde as bicadas das jacutingas e tucanos não machucam
Fazem apenas defecar no solo sementes
(Em tua mente a aparição de uma cegonha vinda do norte)
Na barriga da mulher, a lua cheia a crescer
Por trás das folhas do palmital, o menino dorme na oca
Já tem quinze anos e três vidros de palmito.
Esperarás quinze anos e ao final dos quinze anos
Verás uma árvore adulta
Uma verdejante floresta atlântica
Onde as bicadas das jacutingas e tucanos não machucam
Fazem apenas defecar no solo sementes
(Em tua mente a aparição de uma cegonha vinda do norte)
Na barriga da mulher, a lua cheia a crescer
Por trás das folhas do palmital, o menino dorme na oca
Já tem quinze anos e três vidros de palmito.
Sobre a Natureza da Literatura
Imagine alguém lhe contando mil e uma estórias todas as noites
E quando as mil e uma estórias acabarem, ela lhe contará todas novamente
E verás que já não és o mesmo.
E quando as mil e uma estórias acabarem, ela lhe contará todas novamente
E verás que já não és o mesmo.
Sobre o Eterno
Eterno é Deus! Tal qual Shiva, Ele tem o poder de destruição sobre todos nós
Meros invólucros de carne sustentados pelos ossos do ofício
Pela energia do espírito eterizado que insiste em correr
Mas nossos vícios (nossos vícios são mil) e são tantos
Que as paixões são apenas passageiras.
Meros invólucros de carne sustentados pelos ossos do ofício
Pela energia do espírito eterizado que insiste em correr
Mas nossos vícios (nossos vícios são mil) e são tantos
Que as paixões são apenas passageiras.
Medo
Vamos educar nossos filhos em casa (se for mata)
Na floresta fechada (pescar lambari)
Todos aqueles planos (anos se passaram, lembra?)
E o que passou? (O que passou!)
Tudo o que passamos juntos (o que passou?)
Nada (mergulha no passo do passista)
Nas mãos do pianista (tecla preta)
Asa branca (voa pombinha)
Voa
Aperta a tecla branca (provoque estampidos ensurdecedores)
Pressione violentamente o ar (ponha-se ereto!)
Expansão de tuas partículas
(Pequenas partículas singelas)
O barro quente, a telha no joelho
O casco de tartaruga
(Tarântula) Posição de ataque
Fotos antigas (documentos públicos)
Nada
Diferente o túnel e a neblina
(A lua cheia)
E o sol branco na mulêra
(À luz, foco dirigido)
(À luz, sempre presente)
Brinde ao triângulo vermelho de sangue daqueles que fizeram Minas Gerais
O fundo, repare, é branco
(Alvo belo)
Talha (na madeira tua alma calha)
A cruz (força)
Três pontos
Vamos educar nossos filhos na seara do Cristianismo
Porque outra verdade não há (Ela é uma só)
E que acreditem também em fadas e duendes
(Na grandiosidade da natureza e suas forças maravilhosas)
(Agora tudo é medo)
Por favor, Deus, mais uma vez eu lhe peço...
(Mais uma vez eu lhe peço...)
Tua vontade é bendita.
Na floresta fechada (pescar lambari)
Todos aqueles planos (anos se passaram, lembra?)
E o que passou? (O que passou!)
Tudo o que passamos juntos (o que passou?)
Nada (mergulha no passo do passista)
Nas mãos do pianista (tecla preta)
Asa branca (voa pombinha)
Voa
Aperta a tecla branca (provoque estampidos ensurdecedores)
Pressione violentamente o ar (ponha-se ereto!)
Expansão de tuas partículas
(Pequenas partículas singelas)
O barro quente, a telha no joelho
O casco de tartaruga
(Tarântula) Posição de ataque
Fotos antigas (documentos públicos)
Nada
Diferente o túnel e a neblina
(A lua cheia)
E o sol branco na mulêra
(À luz, foco dirigido)
(À luz, sempre presente)
Brinde ao triângulo vermelho de sangue daqueles que fizeram Minas Gerais
O fundo, repare, é branco
(Alvo belo)
Talha (na madeira tua alma calha)
A cruz (força)
Três pontos
Vamos educar nossos filhos na seara do Cristianismo
Porque outra verdade não há (Ela é uma só)
E que acreditem também em fadas e duendes
(Na grandiosidade da natureza e suas forças maravilhosas)
(Agora tudo é medo)
Por favor, Deus, mais uma vez eu lhe peço...
(Mais uma vez eu lhe peço...)
Tua vontade é bendita.
Chuva
Hoje a tristeza é diferente (é muda, rente)
É uma tristeza sem dúvida quente
(Você está e vai partir)
Espero chegar logo
(Com pingos nos is)
Águas de março
Telhado da casa rosa (montanhas de lavras)
O novo desaba
A cidade, envolta em brumas maviosas
Chora a chuva
(A chuva nos telhados das Dores)
Dores não
(Sorrisos, por favor)
E as notícias que nos chegam em reticências
O mudo tempo que passou
(Não se ouve mais os tambores)
O carnaval acabou
A estrada
A estrada não acabou
Finalmente o ano começa
(Ou seria a vida?)
Em cápsulas de chá verde
Comprimidas ao estômago
(Tão dilacerado pelo Carnaval)
Cai chuva
Chuva cai
(Para lavar a alma).
É uma tristeza sem dúvida quente
(Você está e vai partir)
Espero chegar logo
(Com pingos nos is)
Águas de março
Telhado da casa rosa (montanhas de lavras)
O novo desaba
A cidade, envolta em brumas maviosas
Chora a chuva
(A chuva nos telhados das Dores)
Dores não
(Sorrisos, por favor)
E as notícias que nos chegam em reticências
O mudo tempo que passou
(Não se ouve mais os tambores)
O carnaval acabou
A estrada
A estrada não acabou
Finalmente o ano começa
(Ou seria a vida?)
Em cápsulas de chá verde
Comprimidas ao estômago
(Tão dilacerado pelo Carnaval)
Cai chuva
Chuva cai
(Para lavar a alma).
Gandhi
Você talvez não saiba para o que eu vim
E viu
Sentiu
Espero que tenha gostado
Se amou como te amo (melhor)
(Melhor)
Eu te amo muito
E, se corrijo, não é por maldade
É por amor
Um amor que tenho medo que não encontre em lugar algum
Lugar algum
(Na Índia)
Me incomoda o formato do país
(Triângulo equilátero)
Purpurina
Pierrô
(Triste?)
Não!
Feliz
(Felicidade de pierrô)
Lágrima
(Cerveja no rosto do pierrô)
(Gotinhas no rosto da colômbina).
E viu
Sentiu
Espero que tenha gostado
Se amou como te amo (melhor)
(Melhor)
Eu te amo muito
E, se corrijo, não é por maldade
É por amor
Um amor que tenho medo que não encontre em lugar algum
Lugar algum
(Na Índia)
Me incomoda o formato do país
(Triângulo equilátero)
Purpurina
Pierrô
(Triste?)
Não!
Feliz
(Felicidade de pierrô)
Lágrima
(Cerveja no rosto do pierrô)
(Gotinhas no rosto da colômbina).
A Borboleta
E a vida é a maior de todas as dádivas
Foi Deus quem criou tudo isso
Assim como foi Ele quem criou todos nós e mais um pouco de nós
Aproveite o dia como se fosse o último
Façai o que bem quiser, mas respeite o ritmo do Universo
Hoje faz sol, amanhã venta
Quem sabe chore
Lágrimas de agradecimento por andarmos
Sim! Temos pernas
Quem sabe, lentes de contato?
Toque, retoque e sinta
Teus olhos azuis fluorescentes
(E se teus olhos não forem azuis, que sejam amarelos, verdes ou fogo)
Nunca rotos, por que não faiscantes?!
Cegos usam asas para se locomoverem pelos carvalhos e arbustos da Idade Média
Cajados, mãos calejadas, trabalho (Dádiva!)
Sim! A vida é a dádiva mais rara
Hoje faz sol
(Alçar voo para paragens mais santas)
Xamã, festa do índio em Bertioga
Mato, capim e a planagem azul
Lavastes o rosto com água de manhã?
Pois é... (É a dádiva)
Abençoando teu dia rápido como o vento
Porque hoje faz sol, aliás.
Consegue ver a morte nesta borboleta?
Acho que aproveitou e vôou (não foi nada).
Foi Deus quem criou tudo isso
Assim como foi Ele quem criou todos nós e mais um pouco de nós
Aproveite o dia como se fosse o último
Façai o que bem quiser, mas respeite o ritmo do Universo
Hoje faz sol, amanhã venta
Quem sabe chore
Lágrimas de agradecimento por andarmos
Sim! Temos pernas
Quem sabe, lentes de contato?
Toque, retoque e sinta
Teus olhos azuis fluorescentes
(E se teus olhos não forem azuis, que sejam amarelos, verdes ou fogo)
Nunca rotos, por que não faiscantes?!
Cegos usam asas para se locomoverem pelos carvalhos e arbustos da Idade Média
Cajados, mãos calejadas, trabalho (Dádiva!)
Sim! A vida é a dádiva mais rara
Hoje faz sol
(Alçar voo para paragens mais santas)
Xamã, festa do índio em Bertioga
Mato, capim e a planagem azul
Lavastes o rosto com água de manhã?
Pois é... (É a dádiva)
Abençoando teu dia rápido como o vento
Porque hoje faz sol, aliás.
Consegue ver a morte nesta borboleta?
Acho que aproveitou e vôou (não foi nada).
Horóscopo do Domingo (Astrologia)
Como me sentir melhor?
Buscando a alegria de cada chamado
Cada clamor soante como sino
Não há pedra alguma no meio do oceano!
(Quer ver pedra? Venha para Ouro Preto!)
Raias da loucura, serpente do mar, algo mais
Sempre! Sempre mais!
Buscar o sol, o pastor (rebanho de ovelhas)
Tantas lágrimas (perguntas e distâncias)
Semeia, semeia sempre Pomona
(Sementes boas, rebeldia)
Caranguejos rebeldes, são mesmo!
Tampo, mas não escondo as vozes
(Pendões de luz)
Algo que cresce (como árvore), sussurra baixo
(Os tais segredos batidos no liquidificador)
É! Nada cresce! (Bate!)
Vai! Sai por aí! Leva teu filho para passear!
(Somente em lugares bons, com pássaros)
Sinfonia, orquestra de sinos (sábado)
Vai passear este domingo!
Ver que as borboletas roxas também batem as asas
Motocicletas mancham de neon azul a rua
À Direita escorre um não sei o quê!
Terra de calapalos, txucarramães
Araras! Vá ver araras voar!
Saírem da parede, cavernas de amor
Vá! Olhe o acasalamento das araras-canindés!
Mas não se espante se ver as araras-vermelhas (lar)
(infelizmente as ararinhas-azuis estão quase extintas)
O céu, nem sempre azul (multicolorido)
Coisas tão fantásticas!
Dois anjos se beijando na festa
(Muitos copos conquistados, abismados)
Domingo não rima com abismo
E se quiser se jogar, se jogue
(Confiante)
O céu tão essencial, não azul
Túneis branco e preto (saia de bolinhas)
Saia-branca, bolinhas no céu anil
(Espelhos quebrados)
A boca é tua, não vou ferir
Vou sair quieto.
(Eterno. Em doses de revolta).
Buscando a alegria de cada chamado
Cada clamor soante como sino
Não há pedra alguma no meio do oceano!
(Quer ver pedra? Venha para Ouro Preto!)
Raias da loucura, serpente do mar, algo mais
Sempre! Sempre mais!
Buscar o sol, o pastor (rebanho de ovelhas)
Tantas lágrimas (perguntas e distâncias)
Semeia, semeia sempre Pomona
(Sementes boas, rebeldia)
Caranguejos rebeldes, são mesmo!
Tampo, mas não escondo as vozes
(Pendões de luz)
Algo que cresce (como árvore), sussurra baixo
(Os tais segredos batidos no liquidificador)
É! Nada cresce! (Bate!)
Vai! Sai por aí! Leva teu filho para passear!
(Somente em lugares bons, com pássaros)
Sinfonia, orquestra de sinos (sábado)
Vai passear este domingo!
Ver que as borboletas roxas também batem as asas
Motocicletas mancham de neon azul a rua
À Direita escorre um não sei o quê!
Terra de calapalos, txucarramães
Araras! Vá ver araras voar!
Saírem da parede, cavernas de amor
Vá! Olhe o acasalamento das araras-canindés!
Mas não se espante se ver as araras-vermelhas (lar)
(infelizmente as ararinhas-azuis estão quase extintas)
O céu, nem sempre azul (multicolorido)
Coisas tão fantásticas!
Dois anjos se beijando na festa
(Muitos copos conquistados, abismados)
Domingo não rima com abismo
E se quiser se jogar, se jogue
(Confiante)
O céu tão essencial, não azul
Túneis branco e preto (saia de bolinhas)
Saia-branca, bolinhas no céu anil
(Espelhos quebrados)
A boca é tua, não vou ferir
Vou sair quieto.
(Eterno. Em doses de revolta).
Ascendência
Oriúnda fumaça que esconde o ambiente
Não quero lembrar!
Vida perdida!
Já perdi a passagem que levava ao céu!
Agora vago espantado pelas fachadas dos casarios (prisão secular)
Becos clássicos, lobos devorando pálidas presas
Mito prolongado, energia infindável
Família arrasada! (A Santa Família arrasada!)
Ódio, orgulho, egoísmo (Provas a suportar!)
Aqui não reside a perfeição
Ilusão, meu amor! Ilusão!
Ilusão, meu amor! Ilusão!
Rumo incerto.
Te acho! Me perco!
Te perco! Me perco!
Meu livro segue inacabado! (Nunca pensado)
(O livro da Cidade, de outros prazeres!)
Marcado a ferro e fogo (na alma)
Apenas uma lembrança (ignota!)
Se o mal te rondar, não perceba (beijo e veneno)
Caminhe ao som do sino coberto pela neblina
Caminhe
(Subida e descida).
Não quero lembrar!
Vida perdida!
Já perdi a passagem que levava ao céu!
Agora vago espantado pelas fachadas dos casarios (prisão secular)
Becos clássicos, lobos devorando pálidas presas
Mito prolongado, energia infindável
Família arrasada! (A Santa Família arrasada!)
Ódio, orgulho, egoísmo (Provas a suportar!)
Aqui não reside a perfeição
Ilusão, meu amor! Ilusão!
Ilusão, meu amor! Ilusão!
Rumo incerto.
Te acho! Me perco!
Te perco! Me perco!
Meu livro segue inacabado! (Nunca pensado)
(O livro da Cidade, de outros prazeres!)
Marcado a ferro e fogo (na alma)
Apenas uma lembrança (ignota!)
Se o mal te rondar, não perceba (beijo e veneno)
Caminhe ao som do sino coberto pela neblina
Caminhe
(Subida e descida).
Quem Tu És?
Estes raros prazeres divinos
São frutos do ócio e do amargor de não possuir o cheiro de tua lânguida beleza
Quem sou?
Jaz a pergunta no frio cemitério da vida
A resposta? Está no céu e no inferno!
Necessário se faz aventurar pela tua boca
O manto diáfano do amor é a trilha (meu caminho!)
Bebo de todas as águas (não encontro teu gosto!)
Paixão infindável (lágrimas se esparramando tristes)
No telhado do espaço apertado a noite persiste sem fogo
Árvores não sentem fumaça de fumo
(Espairecer na copa molhada)
Quero afagar teu cabelo como o rosto puro de Cristo
Sorrir ao teu olhar casto
Dormir ao teu colo por entre todas as cruzes brancas
Erma pergunta,
Quem tu és?
São frutos do ócio e do amargor de não possuir o cheiro de tua lânguida beleza
Quem sou?
Jaz a pergunta no frio cemitério da vida
A resposta? Está no céu e no inferno!
Necessário se faz aventurar pela tua boca
O manto diáfano do amor é a trilha (meu caminho!)
Bebo de todas as águas (não encontro teu gosto!)
Paixão infindável (lágrimas se esparramando tristes)
No telhado do espaço apertado a noite persiste sem fogo
Árvores não sentem fumaça de fumo
(Espairecer na copa molhada)
Quero afagar teu cabelo como o rosto puro de Cristo
Sorrir ao teu olhar casto
Dormir ao teu colo por entre todas as cruzes brancas
Erma pergunta,
Quem tu és?
Escuridão
Amo escrevendo
Escrevo amando
É este lugar intergalático, onde tudo se confunde
A própria existência e o amor são apenas palavras
Escritas, perdem seu significado, generalizam-se
Subjetivam-se
Recitadas, ganham vida
Ultrapassam tua sombra projetada perpendicularmente
(Meu vício predileto)
Sinos que tocam, pêndulos que balançam
(Permaneço parado)
Ouvindo sons inexistentes (embalados pela ditadura)
Banalidade! Seria gostar, idealizar e amar (amar de verdade)
Pessoas feitas de mentira?
Ainda sei acender as luzes que guiam, não se preocupe!
Escuridão é ter a incerteza da morte com a vida certa
Ver os insetos noturnos chegarem. (Perto da luz, bem perto).
Escrevo amando
É este lugar intergalático, onde tudo se confunde
A própria existência e o amor são apenas palavras
Escritas, perdem seu significado, generalizam-se
Subjetivam-se
Recitadas, ganham vida
Ultrapassam tua sombra projetada perpendicularmente
(Meu vício predileto)
Sinos que tocam, pêndulos que balançam
(Permaneço parado)
Ouvindo sons inexistentes (embalados pela ditadura)
Banalidade! Seria gostar, idealizar e amar (amar de verdade)
Pessoas feitas de mentira?
Ainda sei acender as luzes que guiam, não se preocupe!
Escuridão é ter a incerteza da morte com a vida certa
Ver os insetos noturnos chegarem. (Perto da luz, bem perto).
Dormir
É muito mais do que deitar a cabeça no travesseiro e pegar no sono.
Enquanto o mundo lá fora gira mais rápido que seus sonhos.
Enquanto o mundo lá fora gira mais rápido que seus sonhos.
Ilha Comprida
Uma fraca luz branca se aproxima cada vez mais entre as ondas da praia
O forte barulho do mar, quebrando intensamente na areia
Eleva meu espírito às alturas!
A consciência transpõe o céu lacteado, até chegar na luz
Fazia se confundir com a lua, um simples barco
Vagando sem rumo pelo calmo oceano de maresia e gaivotas
Tragado pela luz, de volta ao meu corpo
Confrontei-me com a realidade
A ausência da praia
Tão linda e longe
Movendo-se rápido, a lua tornava-se uma constante no céu
Meu fôlego era segurado pela noite!
(Por dentro, em silêncio, estava morto.)
Até amanhã, meu medo terá ido!
(Respira-se o silêncio)
Curto destino
Longo caminho
Durmo!
Assim ouço minha voz por dentro, sussurrando:
"Vai!
Segue o barco!
Ele não volta mais!
Vai!
Segue o barco!
O barco branco, azul, maresia!"
O forte barulho do mar, quebrando intensamente na areia
Eleva meu espírito às alturas!
A consciência transpõe o céu lacteado, até chegar na luz
Fazia se confundir com a lua, um simples barco
Vagando sem rumo pelo calmo oceano de maresia e gaivotas
Tragado pela luz, de volta ao meu corpo
Confrontei-me com a realidade
A ausência da praia
Tão linda e longe
Movendo-se rápido, a lua tornava-se uma constante no céu
Meu fôlego era segurado pela noite!
(Por dentro, em silêncio, estava morto.)
Até amanhã, meu medo terá ido!
(Respira-se o silêncio)
Curto destino
Longo caminho
Durmo!
Assim ouço minha voz por dentro, sussurrando:
"Vai!
Segue o barco!
Ele não volta mais!
Vai!
Segue o barco!
O barco branco, azul, maresia!"
Âncora
Embaixo de imensas pontes de concreto
Um leve corpo é sustentado pela densa água
(Lágrimas choradas pela natureza destruída)
Verde lugar
Correnteza salobra.
Um leve corpo é sustentado pela densa água
(Lágrimas choradas pela natureza destruída)
Verde lugar
Correnteza salobra.
Assinar:
Postagens (Atom)